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Segundo o Aurélio: "perturbado . [Part. de perturbar.] Adj. 1. Que sofreu perturbação. 2. Desnorteado, alucinado, desvairado." Em outras palavras, esse blog é tudo aquilo que queremos gritar pra o mundo e algum dia o faremos!!! Não importa como você se qualifique: problemático, louco, neurótico... Aqui você se identifica!

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COLUNAS
Sábado, Março 20, 2004



BARATAS!!!


Outro dia, ao ler um texto do Anônimo Extraterrestre, tive essa idéia brilhante: falar sobre baratas. E não deixa de ser uma homenagem. Afinal, acho que não posso imaginar um animal que perturbe mais as pessoas do que a dita cuja. Eu mesmo tenho várias histórias. Acho que a mais hilária foi quando uma apareceu num restaurante suuuper estáile onde meu pai tinha nos levado para jantar. Eu, esperto como nunca, não falei absolutamente nada ao perceber a presença da visitante. Apenas cutuquei a minha maninha, Marys. Ela sim, não pensou duas vezes: BARATAAAAAAAAAAAAAAAA!!! E foi aquela beleza! As dondocas todas apavoradas, os garçons correndo para matá-la e o dono do restaurante com aqueeeela cara de felicidade...

Então, vamos às pérolas encontradas nesse super útil instrumento chamado internet:

Matar uma barata é uma atividade um tanto quanto perigosa. As baratas tem seu habitat natural de ataque que são os banheiros, aonde costumam a sair correndo espalhando o terror(mais uma vez) entre as pessoas, dizem até que a terceira guerra mundial será entre baratas e evangelicos, o que é uma tremenda covardia, visto que as baratas conseguem sobreviver a radioatividade, e além do mais eu torceria pelas baratas, porque eleas pelo menos não ouvem cowntry do senhor nos sabados de manhã. Mas, voltando, normalmente você encontra a barata no banheiro, e ela se coloca em um lugar escondido de dificil acesso, onde atinji-las com um chinelo se torna uma tarefa dificil. Talvez você poderia deixar a barata ali, onde nenhum dos dois entraria em conflito, mas não, seu desejo é ver a barata esmagada, e então você resolve pegar o insceticida. E começa a jogar na barata, e esta foje, sobe a parede, desce a parede, vai pra detrás do vaso, volta dali, e enquanto isso você continua jogando o veneno, e a barata foje, e continua o veneno, até um ponto em que você começa a ficar tonto pelo uso do veneno, e a barata continua viva. Você no final vai matar a barata, nem que seja a tiro, a facadas, com uma motoserra, ou que chame os bombeiros, a S.W.A.T.
Fonte: Anônimo Extraterrestre

Lenda: Ovo de barata na língua
O médico fez um raio-x e detectou algo anormal e disse-lhe que teriam que proceder a uma pequena cirurgia. Quando o médico fez a incisão para verificarem o estado da situação, uma barata saltou de dentro do inchaço. (leia a íntegra)

Fatos:
A maior barata tem cerca de 20cm de comprimento e vive na América do Sul. Algumas são muito pequenas (4mm) e vivem em ninhos de formigas.
Podem nadar e prender a respiração até por 40 minutos. O pulmão é distribuído pelo lado do corpo e respiram através dele, e não pelo nariz.
Têm glândulas salivares e podem cuspir. (leia mais)



Ouça, cante e dance:
A barata diz que tem
Sete saias de filó.
É mentira da barata
Ela tem é uma só.
Ha! Ha! Ho-Ho-Ho!
Ela tem é uma só! (tudo aqui)

Barata à Vista (Millôr Fernandes)
A barata é a mais lídima das aquisições democráticas do mundo. Quase toda a casa a possui. Aos pobres lhes cabe melhor quinhão desses insetos, muito embora o Sr. Guinle não possa se queixar pois o Copacabana também as tem apesar de todo o DDT. Pertencendo à família das BLATÍDEAS, muito conhecida nos buracos de rodapés, cantos de estantes, fundos de arquivos e de gavetas, as baratas têm hábitos próprios interessantíssimos com os quais me familiarizei nos meus longos anos de pertinaz contato com arcanos e alfarrábios. (leia a íntegra)


COLUNISTA EXCLUSIVO: RAFA PARENTE

Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 5:58 PM
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Sexta-feira, Março 19, 2004



Ela está de volta. Na segunda edição da coluna, Glau mais uma vez comprova que PERTURBAÇÃO É UM FATOR GENÉTICO!!!

Pérolas da Infância - 1o. Ato
PESSOAS DIFERENTES


A Gabriela era pequena, devia ter uns dois anos, acho que nunca havia sido apresentada a uma pessoa negra. Mãe orgulhosa, levei minha filha para o meu trabalho. Logo na chegada, aproximou-se um colega, muito simpático, que foi logo brincando com ela.

Gabriela, olhou para ele, muito séria, e perguntou:

- Você não toma banho não? A minha babá, sempre que eu tô pretinha (de sujeira) me dá banho.

Eu queria morrer. Abrir o chão e sumir!!! Ele, muito bem humorado, explicou que ele nascera assim, que não era sujeira. Parecendo não acreditar, Gabriela estendeu o dedinho e passou na mão dele, e completou:

- Pensei que você tinha se pintado de canetinha.

Ele morria de rir e eu queria que a porta do elevador abrisse para que eu pudesse calmamente me jogar no poço. O elevador chegou, eu a capturei, não sabia se pedia desculpas, se ficava muda...

Ele trabalhava no térreo, graças a Deus. Se ele pega o elevador com a gente, teria que colocá-la de volta no útero para ela parar de falar, porque quando ela começava.... Por via das dúvidas, escondi as canetinhas dela por uma longa temporada e comecei a mostrar na rua como as pessoas eram diferentes.

Alguns meses depois...

Na saga por pessoas diferentes, essa criaturinha foi ao mercado comigo. Dias antes havíamos ido ao circo... ela viu muita coisa e foi uma experiência que ela amou. Não costumava levá-la ao mercado, sempre a deixava com a babá.

Ela entrou no supermercado falando sobre anões. Depois das compras, fomos pagar. Nisso, passa um anão, lá fora, fora da área dos caixas. A menina começou a gritar e apontar, de dentro do carrinho do mercado (ela estava sentada naquele lugar de colocar crianças, toda retorcida):

- Olha mãe, um anão, um anão...

E o anão acelerando o passo, todo mundo olhando e eu segurando o dedinho e mandando ela parar...

- Igual ao do circo, mãe.

Fiquei pensando, há anos fazia compras ali, nunca tinha visto o tal anão. Justo no dia que fui com ela, justo depois dela ter ido ao circo, por que comigo???

Depois voltei outras vezes ao mercado e vi o tal anão, devia ser funcionário administrativo. Algo no olhar dele me dizia que ele se lembrava de mim... Bem, não exatamente de mim...


COLUNISTA: GLÁUCIA TARICANO do Mãe 24H

Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 4:02 PM
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Quinta-feira, Março 18, 2004



Você é uma pessoa observadora? Preocupada? Sabe quando estão te seguindo? Acredita em coincidências, ou tudo tem um porquê? Ou será ainda que tudo não passa de um MATRIX da cabeça de algum perturbado? Vai dizer que você nunca viajou nessa parada? Sei... Então vamos analisar tudo isso com cuidado. E com a ajuda da minha maninha linda: Maria Elisa (ou Marys, mas só para os íntimos - e não quero saber de gracinhas). Então... com vocês, para vocês, a nossa nova coluna: SUPERSTIÇÕES, PERSEGUIÇÕES E PARANÓIAS.

A MALDIÇÃO DA CALÇA BRANCA


Era uma vez uma calça. Aliás, era uma vez uma loja. E nessa loja, tinha uma calça. E essa calça era branca. Dezembro de 2001. O Reveillon estava chegando e todas as pessoas saíam em busca da sua roupa branca da sorte. Não que eu não acredite nisso, mas que besteira, né?! Como não sou do contra, fui procurar minha roupa. Eu queria algo especial, algo muito especial. Afinal, ia passar o Ano Novo em Guarapari, com todas as minhas amigas e com meu namorado da época, o Alegre. Depois de muito andar, achei a roupa branca da sorte.

Uma calça branca e, diga-se de passagem, transparente, como toda calça branca, e uma blusinha que não interessa muito. Enfim, fui para Guarapari, passamos o Reveillon tão esperado, eu e minhas amigas, todas de calça branca (será que foi coincidência?) e meu lindo namorado Alegre. Foi tudo lindo... Nós namorávamos há 10 meses. Depois de pular as sete ondas (sete ou dez?), fazer todos os pedidos, promessas, mandingas e resoluções, voltamos pra Brasília.

Depois de tanto ritual, eu tinha CERTEZA ABSOLUTA de que o namoro com o Alegre seria eterno. Depois de um mês, nós terminamos. O destino da calça, eu nem preciso dizer. Ficou guardada no fundo do armário durante 2 anos. Aquela tinha sido, até então, a primeira e única vez que eu tinha usado a calça.

Dezembro de 2003. Vida nova, cidade nova, casa nova, namorado novo. O Reveillon mais uma vez estava próximo, ou melhor, mais próximo do que nunca. Faltava apenas um dia e, por incrível que pareça, eu não tinha me preocupado com a roupa branca da sorte. Estava muito ocupada com as minhas idas e vindas de Brasília. Resumindo, chegou o dia e estávamos somente eu e o meu namorado (outro namorado, o Zangado) em Porto Alegre e nós não tínhamos a menor idéia do que fazer.

E o pior, eu não tinha a menor idéia do que vestir. Apesar de ter cinqüenta zilhões de peças de roupas no closet, me desesperei, me descabelei, chorei, berrei, gritei, como toda e qualquer mulher... Enfim, o Zangado já não aguentava mais esperar e faltavam trinta minutos para a meia-noite. PLIM eis que tenho a idéia brilhante, calça branca da sorte (ou do azar) do Reveillon de 2001. Ótima idéia... Pode-se dizer que ela é nova, praticamente nova... Afinal, só foi usada uma vez...

Experimentei a calça, e o Zangado, fazendo jus ao seu codinome, logo me perguntou de onde eu tinha tirado aquela calça... Contei, sem muitos detalhes, que a tinha usado há dois anos atrás no Ano Novo. Ele logo ligou os fatos à pessoa e chegou a uma conclusão: eu não deveria usar a calça. Eu o chamei de bobo, supersticioso, maluco, besta, retardado, o convenci dizendo que a calça traria sorte à pessoa certa, ou seja, ele, e coloquei a calça. Nem me lembrava o quanto ela era bonita. Saí para a night tri feliz, de calça nova e o melhor, roupa branca da sorte sem gastar um real.

Mais uma vez promessas, pedidos, resoluções, mandingas... Branco da paz, rosa do amor, vermelho da paixão, amarelo do dinheiro... Mais um lindo Reveillon ao lado do Zangado (já tínhamos passado o anterior juntos em Fortaleza que aliás merece um post). Já estávamos há um ano e cinco meses juntos. E eu tri feliz, afinal a calça não era do azar... Ela com certeza traria sorte à pessoa certo, o Zangado com certeza era a pessoa certa. Acabamos depois de quinze dias.

A calça está mais uma vez guardada no fundo do armário e garanto que a usarei muuuuito por enquanto, enquanto a minha solteirice durar... Por mais absurdo que seja, sei lá, vai que a calça é mesmo do azar... hehehehe.

Que atire a primeira pedra quem não tem a blusa da sorte, a meia da sorte, a cueca da sorte, o vestido da sorte, ou mesmo a camisa do azar, a calcinha do azar... Não que a gente acredite realmente nisso, mas, sei lá, é melhor não arriscar!!!

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade, a privacidade e a intimidade de todos.


COLUNISTA EXCLUSIVA: MARIA ELISA PARENTE


P.S. usual do Rafa: (relaxem, não é piada, HOJE!) Para comemorar o nosso 1o. ano do blog e já testando novos templates para o futuro portal PERTURBADOS.COM.BR, temos o prazer de lhes apresentar o nosso novo VISÚ. Espero os parabéns e que todo mundo tenha gostado.

Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 4:04 PM
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Quarta-feira, Março 17, 2004


O TEMA É: OS FODÕES


Se existe uma raça animal que eu realmente repugno nessa minha vidinha perturbada são os fodões. Se você pertence, ou se de alguma forma os admira, pode parar de ler porque a gente quer que você continue gostando da nossa perturbação.

Mas, continuando. Como eu definiria os fodões? Eles têm algumas características intrínsecas imutáveis e outras que podem variar. São fortinhos, metidos, radicais, preconceituosos, tentam se vestir bem, sempre andam em grupos, não abaixam a cabeça pra nada, não pedem desculpas. Valores como respeito, humildade, sinceridade? Esqueça. O passatempo preferido dos fodões é tirar onda. Ou tiram onda da cara dos babacas que têm medo e não se defendem ou tiram onda por terem feito isso ou aquilo. E essa última geralmente se relaciona a mulher.

- Tu já pegou aquela ali?
- Já peguei umas três vezes. Ela chupa gostoso. É a maior vagaba.

E o pior é que as menininhas bonitinhas e engraçadinhas na maioria das vezes se apaixonam por eles. E acabam apanhando. Bem feito. Tem mais é que apanhar mesmo. Outro dia vi uma levando umas porradas de um cara lá no Guará (um bairro cheio de fodões aqui em Brasília). Antingamente ficava com pena. Hoje, eu penso: "É porque Deus quis." E ela também. Caso contrário teria escolhido uma companhia melhor.

O mais engraçado é ver os fodões tirando onda de corajosos. Quando estão em grupos, estufam o peito, fecham a mão. Um respiro já é motivo pra porrada. E sempre procuram briga. Mas é claro que só procuram briga ganha. Se estão sozinhos, a coisa muda totalmente de figura. Foi apenas um mal-entendido.

- Aquele magrelo me olhou torto.
- Vâmo acabar com esse fdp.

Toda turma tem um fodão. E, claro, o resto dos otários que o seguem. Em todas as minhas séries, em todas as escolas que eu estudei, sempre estava lá. Aquela figura nojenta que eu já não me dava bem desde o começo. Todas as minhas poucas histórias de porrada da escola aconteceram graças aos fodões. Eu sempre liderava a "contra-gangue" - acabei de inventar esse nome.

O pior de tudo é pensar que essa não é uma espécie em extinção. Quer um exemplo bem atual de fodão? Marcelo Dourado do BBB4. Esperto, metido a gostosão, autoritário, era forte enquanto tinha a patota do lado. Depois disso, se excluiu. Juliana sempre dando mole, mesmo com as patadas que levava. E todas as broquinhas de alguma forma se sentiram atraídas. A menininha do Rogério, nem se fala. Putz...

Eu não sou fodão e nunca quero ser. Brinco de ser metido, de tirar onda, mas sei muito bem me colocar no meu lugar. Brincar é uma coisa. Tenho visto várias manifestações em blogs contra esse tipo de comportamento. E apóio. Acredito na liberdade de expressão, na anarquia organizada, no respeito às diferenças, no limite. Sou adepto da PERTURBAÇÃO e me orgulho muito disso.


COLUNISTA EXCLUSIVO: RAFA PARENTE


P.S. Só pra descontrair porque esse artigo foi muito sério, uma piadinha que eu inventei há algum tempo:
FILHO: Papai, papai, por que a gente tem meleca?
PAPAI: Sabe o que é, meu filho... quando a gente pensa muito, o cérebro derrete e escoa pelo nariz!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAAA!!! Fala sério! Eu sou muuuuito engraçado mesmo!

Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 4:29 PM
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Terça-feira, Março 16, 2004



COMO PERTURBAR UMA FESTA


1. Sempre parta do princípio que festa é algo comunitário e que você é uma pessoal bastante social. Portanto, se "você" foi convidado para uma festa, não seja egoísta. Convide todos os seus amigos, inimigos, mendigos, porteiros e quem mais você encontrar à sua frente. Afinal de contas, temos certeza que eles não foram convidados apenas por um lapso de esquecimento do anfitrião e festa ploc é festa cheia, né?!

2. Quando você escutar a frase "tem que levar bebida" e não tiver um puto, isto não deve ser motivo para pânico. Basta você se juntar com todos aqueles mencionados anteriormente (não-convidados por esquecimento), fazer uma vaquinha e comprar 5 latinhas de cerveja. Ao chegar à festa, você deve falar com a maior naturalidade que a sua galera tinha comprado 2 caixas de celva, mas foram abduzidos por extraterrestres no meio do caminho e resolveram beber um pouquinho com eles para que não ficassem com uma má impressão da terra.

3. Sempre que tiver a oportunidade, arranque todos os anéis das latinhas de cerveja e vá espalhando pela casa. Isso contribuirá para a decoração da festa (faz um efeito fantástico com luzes) e para o bem-estar físico do anfitrião (que terá que catar anel por anel). Uma outra idéia é a de esconder todos os cinzeiros. Assim, quando as pessoas já estiverem meio alegres e ficarem com preguiça de procurar um lugar para a cinza e a piola do cigarro, também vai tudo pro chão... e novamente o nosso anfitrião estará se exercitando!

4. Se a festa for à fantasia, você pode PERTURBAR muito os vizinhos tocando campainhas erradas. Quando o vizinho abrir a porta com aquela cara de sono, diga com toda a sinceridade que Deus lhe deu: "Essa sua fantasia de pijama não é nada original!"

5. Se a comida acabar, já que você é uma pessoa gentil e sem cerimônias, entre na cozinha da casa e dê a sua contribuição ao programa FOME ZERO. Distribua gratuitamente tudo o que puder e não se incomode se você acabar com a compra do mês que ele tinha acabado de fazer. Afinal, quem dá festa é porque tá podendo. Ah, e a mesma regra serve para as bebidas. Se aquela garrafa está no bar, em local de destaque, junto com todas as outras, não tem outro motivo senão bebê-las. No mínimo o nosso querido anfitrião teve mais um lapso de esquecimento e não ofereceu as dita-cujas para ninguém. E você, como amigo querido e prestativo que é, fará isso por ele e dará a bebida do bar da casa para a festa inteira.

6. Não se esqueça daqueles seus cds de funk, axé, pagode e brega. Eles são elementos fundamentais para qualquer festa. Se não deixarem você tocá-los, não seja tímido. Diga que você sabe todas as musicas de cór e vai fazer uma apresentação solo para todos. Quem canta, os males espanta. Falando nisso, sempre que possível, lembre-se de cantar uma canção de ninar para os vizinhos (quanto mais tarde, melhor). Se alguém tentar lhe parar, cante mais alto ainda. Se a pessoa insistir, diga que só pára se puder cantar no ouvido dela pelo resto da noite.

7.Por último e não menos importante, lembre-se que papel higiênico molhado adora grudar nas paredes. Imagine quão feliz estará o anfitrião ao ver que depois da festa sua casa está com uma decoração nova!!!


COLUNISTA EXCLUSIVO: MÁRCIO MEDEIROS


Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 4:46 PM
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Segunda-feira, Março 15, 2004



Recebemos convite para festa à fantasia através do sistema de comentário do nosso querido blog... é claro que os PERTURBADOS jamais teriam a desonra de não comparecer num evento que já começou de forma perturbadíssima! Márcio, irmão de nossa querida Luísa Bunchden, nos brindou com uma festa "estaile" para comemorar suas 20 primaveras... e uma das fantasias mais perturbadas não poderia deixar de ser a do próprio e de sua namorada:


Experimenta!!!


Vamos concordar que no quesito criatividade eles deram um banho! E show de "estaile" também para os perturbados:


Rafa, Kái, Bruno, Môi e Will


By the way: nenhum de nós foi com uma fantasia propriamente dita. Quem nos acompanha sabe que há pouco estivemos em uma festa muito bem fantasiados e dessa vez decidimos deixar a imaginação das pessoas inventarem uma fantasia para nós. Voltando à festa: o apartamento do Márcio é muito chique! Sauna, home teather, piscina, etc. e tal. Mas o clima começou a pesar. Tudo começou quando ELAS chegaram:


Elas não leram a matéria da Kaká!


Eram uma noiva, uma coelhinha e uma anja. Cada uma delas galopava no chão com um SAPATINHO DE CRISTAL! Kaká não perdoou! Nós também não, afinal pessoas tão desinformadas, que não seguem as dicas de beleza de nossa deusa da moda não merecem respeito! (Constanza Pascolato que se segure!) E foi então que a coisa descambou de vez: Seres do sexo masculino portando aquele ralo "bigodinho de porteiro" saqueando o bar da casa, ávidos por wisky, vodka, pinga ou qualquer outro tipo de bebida. Compreendi, afinal logo se percebia que eles nunca foram em nenhuma festa, muito menos numa festa tão style. Teve gente pegando garrafa no balcão e sair correndo, destruindo o banheiro, etc. e tudo parecia ser um prenúncio de atentado terrorista no Brasil. Foi quando o Rafa achou alguém que poderia ajudar-nos a limpar tanta bagaceira:


huuummm...


Só que antes mesmo que ele pedisse à simpática moça que déssemos um jeito na festa, os próprios perturbados se renderam à perdição:


Entregues à luxúria


Pois é, queridos leitores... Kaká e Bruno se entregaram aos prazeres da carne ali mesmo e Luísa Bunchden foi contagiada pelo vírus da eguinha pocotó e se perdeu no funk... enquanto eu e Moema observávamos tudo estarrecidos:


Hein?


OK. Confesso que bebi. Não me lembro nem de ter tirado essa foto... mas quer saber? A festa foi muuuuuito legal! Márcio Bunchden ficou tão perturbado que até escreveu um texto para o Guia da Perturbação ensinando como perturbar uma festa e em breve todos teremos mais detalhes escabrosos e dicas absurdas de como botar pra quebrar em um evento desse porte! AGUARDEM!!!


COLUNISTA EXCLUSIVO: HELINHO

Perturbado: HÉLIO SALES, sem nada melhor pra fazer às 7:43 PM
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Domingo, Março 14, 2004


Fatos e experiências divertidas em lugares inusitados.


Bem, pessoas, voltei! Depois de mais de dois meses viajando, estou de volta à Brasília. É bom terem cuidado porque estou mais perturbada do que nunca e com muitas histórias e dicas de como viajar e perturbar o mundo afora. Às vezes me pergunto o que leva uma pessoa a por uma mochila nas costas e sair por aí meio sem destino, meio sem grana e meio sozinha, a conhecer novos mundos (não esperem uma resposta pois ainda estou pensando a respeito).

Vou contar à vocês sobre o Trem da Morte, que sai da fronteira do Brasil com a Bolívia e vai até Santa Cruz de La Sierra. Parafraseando o ditado, esse trem é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que vai encontrar lá dentro. E pessoas, é realmente uma loucura!

Se estiver viajando com mais alguém, viaje na última classe pois você encontrará coisas extremamente diferentes do comum. O que, com certeza, é uma ótima experiência para a vida de qualquer um, conhecer novas realidades é sempre importante para a formação de qualquer ser humano.

Primeiramente é um tumulto de gente e de mercadorias (para não dizer contrabando)... as pessoas vão se acomodando e ajeitando as coisas como podem e tentando controlar a correria e o choro das crianças. Você tem que ser rápido para encontrar seu lugar e de preferência não deixar ninguém colocar nada embaixo do seu banco, nem mesmo uma mortadela (eles contrabandeiam muita mortadela).

Depois de tudo ajeitado, o trem parte. Só que de hora em hora a polícia passa revisando o trem. Daí é uma bagunça de gente saindo com as coisas de um vagão para outro tentando esconder as roupas, bebidas e tudo que é mercadoria (e claro, a mortadela também). O mais hilário é quando o trem chega perto da estação de polícia e todo mundo começa a jogar as mercadorias para fora do trem, daí a polícia passa pelo trem e manda todo mundo fechar as janelas. Quando o trem recomeça a andar, as pessoas do lado de fora começam a gritar para a gente abrir a janela e começam a jogar as coisas para dentro do trem... é uma loucura! Sem contar que a gente conhece um monte de figuras, pessoas da região, gringos e muitos, muitos personagens.

A primeira vez que peguei o trem com um amigo conheci um ex-policial, ele tinha perdido o título porque um prisioneiro fugiu enquanto estava sob sua responsabilidade. Daí ele foi afastado e estava fazendo um curso para poder voltar e, enquanto isso, como estava desempregado, estava fazendo um bico como traficante. Ele nos contou isso como se fosse a coisa mais normal do mundo... está certo que meus amigos já estavam tomando tequila e dividiam algumas doses com o novo amigo (meio boliviano, meio brasileiro - tinha um pé na terrinha, hahaha!). Apesar de ter conhecido essa figura, não vi nada de tráfico de drogas no trem.

Tinha também um casal louco. Eles estavam levando algumas mercadorias e de repente começaram a brigar alucinadamente, se agredindo fisicamente mesmo. A polícia teve que intervir e separar o casal, colocando cada um em um vagão. Foi uma briga muito estranha e as pessoas ao redor estavam muito bravas, pois eles tinham chamado a atenção dos policiais e todos corriam o risco de suas mercadorias serem levadas. Depois de um tempo observamos que o casal estava junto de novo, cheio de amores.... só aí entendemos que eles fizeram isso para realmente chamar atenção da polícia que estava indo para o rumo do vagão onde estavam suas mercadorias. Cada artimanha que esse povo arruma, imagina bater na mulher e vice-versa (eles se machucaram mesmo) somente para salvar as coisas (e claro, as mortadelas).

Mas apesar de toda essa bagunça e loucura, a viajem é muito divertida. E o caminho é lindo. Vale a pena conhecer esse famoso trem, que apesar de se chamar Trem da Morte, de morte não tem nada, a não ser morrer de rir. Mas apesar de ser diferente e nos parecer tudo divertido, cuidado para não desrespeitar as pessoas. Lembre-se que você está no país deles e que tem que respeitar a cultura local, OK?

P.S.: Eu só aconselho a quem estiver viajando que procure uma classe do trem não tão tumultuada, pois assim é mais fácil cuidar da sua bagagem. Um beijinho a todos, e desejo a vocês toda a perturbação do mundooooo!!!


COLUNISTA EXCLUSIVA: MOEMA UMANN

Perturbado: RAFAEL PARENTE, sem nada melhor pra fazer às 5:27 PM
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